Goiás não é beneficiado com FNHIS
No último dia 11, o Ministério das Cidades divulgou a relação de municípios a serem contemplados com recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS), para o exercício de 2008. Em Goiás, serão beneficiadas 24 cidades na modalidade Novas Construções, recebendo apenas 15,3 milhões de reais. Com esses recursos, deverão ser beneficiadas menos de 700 moradias. Goiás está recebendo 3,4% de todo o recurso nacional para essa modalidade, 450 milhões de reais. Se fizermos uma projeção linear de atendimento de 700 famílias/ano, e um déficit habitacional hoje superior a 130 mil famílias, precisaríamos de mais de 185 anos para zerar esse déficit, sem se falar no crescimento vegetativo da população nos próximos anos. Em outra modalidade, como Programa Melhoria de Assentamentos Precários, ou seja, urbanização de favelas, apenas três municípios goianos receberão em 2008, R$ 8,7 milhões, o que representa 2,17% do total dos R$ 400 milhões de todo o país.
Dicico quer dobrar seu faturamento em 2008
Com a meta de faturar neste ano R$ 750 milhões, a Dicico, que em 2007 teve um faturamento de R$ 450 milhões, é uma das redes mais otimistas do setor de Material de Construção. A empresa anunciou que, em 2008, pretende abrir 30 novas lojas das quais 10 devem ser num formato menor, principalmente em cidades do interior na região de Campinas, São José do Rio Preto e Taubaté.
Para sustentar a ampliação nessas regiões, a rede investiu em tecnologia e logística.
Consumidores têm mais intenção de comprar
Segundo pesquisa realizada pelo Programa de Administração de Varejo (Provar), da Fundação Instituto de Administração (FIA), os consumidores paulistanos pretendem comprar mais no primeiro semestre de 2008. De acordo com o estudo, feito com 500 consumidores na cidade de São Paulo, 56,6% dos entrevistados pretendem realizar compras de bens duráveis entre janeiro e março de 2008. No mesmo período de 2007, 45,2% tinham a intenção de adquirir algum produto desse segmento. Ainda de acordo com a pesquisa deste ano, o segmento de cine e foto registrou o maior percentual das intenções de compra dos consumidores, de 12,4%. Material de construção e informática também foram destaque na lista de opções de compra dos entrevistados, respondendo respectivamente por 7,8% e 7,6% do total da lista, que inclui também eletroportáteis, cama mesa e banho, móveis, automóveis e motos.O aumento dos prazos de pagamentos e a redução das taxas de juros pelo comércio são apontados como principais justificativas para o aumento da intenção de compras.
Paraná começa o ano com mais de mil obras
O secretário de Obras Públicas do Paraná, Júlio Araújo Filho, informou que o Governo do Estado deve fechar o primeiro semestre deste ano com mais de mil obras em andamento. São serviços que estão gerando 15 mil empregos formais no setor da Construção Civil e que vão injetar R$ 400 milhões na economia paranaense.O índice de empregos gerados pelas obras do governo estadual será 50% superior ao verificado em 2007, quando cerca de 10 mil operários estiveram envolvidos com as obras contratadas pela Seop – Secretaria Estadual de Obras Públicas.
Vendas de tintas em alta
Segundo estimativas do Sindicato da Indústria de Tintas e Vernizes do Estado de São Paulo (Sitivesp), as empresas do setor encerraram 2007 com vendas em torno de 6% maiores, em comparação com 2006, atingindo US$ 2,75 bilhões e consumo de 350 milhões de galões de tintas.
Consumo de cimento bateu recorde em 2007
O consumo de cimento no mercado interno foi recorde no ano passado, com 44,65 milhões de toneladas, segundo o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento. A expectativa é de que, em 2008, esse volume seja superado devido à demanda aquecida tanto para a construção de imóveis habitacionais como para obras de infra-estrutura ligadas ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Salários da construção civil têm alta
De acordo com os especialistas, apesar da alta do preço do cimento ter tido destaque na mídia, o que mais subiu em 2007 foi o custo da mão-de-obra da construção civil. O Índice Nacional da Construção Civil – Disponibilidade Interna (INCC-DI) avançou 6,15% em 2007 (6,02% no grupo materiais e serviços e 6,29% no na mão-de-obra – ou seja, a mão-de-obra subiu bem mais).
Os salários cresceram praticamente dois pontos percentuais acima do indicador básico do custo de vida, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que registrou inflação de 4,46% em 2007. Outro dado é que, no final de ano, o custo da mão-de-obra subiu ainda mais, chegando a superar os 10% em algumas regiões. Este aumento dos salários superior ao da inflação preocupa do Banco Central, que acredita que esta situação só deveria acontecer se amparada por ganhos de produtividade, que não parece ser o que está ocorrendo. Neste caso, o aumento do salário indica demanda excessivamente aquecida e o custo será repassado para as construtoras.
Segundo dados oficiais, hoje, o piso salarial de um trabalhador da construção civil em São Paulo é de R$ 3,57, no Rio de Janeiro é de R$ 3,76 e em Minas Gerais é de R$ 3,26 por hora.
Material de Construção deve crescer até 10% em 2008
Vendas no setor cresceram 8,5% em 2007, na comparação com 2006
De janeiro a dezembro de 2007, o setor de Material de Construção apresentou um crescimento acumulado de 8,5% na comparação com o mesmo período de 2006, segundo a Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção) – entidade que representa as 138 mil lojas de material de construção existentes no país. Na comparação mês a mês, o desempenho em dezembro foi 5,5% superior a dezembro de 2006 e, em novembro, 6% superior a novembro de 2006. Os materiais básicos tiveram crescimento de 12,5% nas vendas do período e os materiais elétricos e hidráulicos cresceram, respectivamente, 9% e 7,6%, na comparação com 2006. Os materiais de acabamentos tiveram desempenho 11,5% superior ao mesmo período de 2006. O destaque foram os setores de pisos e tintas que cresceram 13,7% no acumulado do ano.Segundo o presidente da Anamaco, Cláudio Conz, os índices refletem a retomada de obras, desde os primeiros anúncios de incentivos ao setor por parte do Governo Federal. “O momento é favorável a esse movimento de retomada de obras, principalmente porque os juros estão em queda e tivemos o aumento das linhas de financiamento, sendo que muitas delas, inclusive, melhoraram suas condições. Até mesmo os bancos, percebendo essa tendência, flexibilizaram muito os critérios para os candidatos a tomadores dos empréstimos, o que facilitou ainda mais o acesso das pessoas ao sonho da casa própria”, declara. Ainda segundo Cláudio Conz, as vendas de material de construção devem aumentar em 2008. “A nossa expectativa é que o setor continue crescendo este ano. Devemos crescer entre 8,5% a 10% até o final de dezembro”.
Materiais de construção serão incluídos na Nota Fiscal Paulista
Daqui a 15 dias, mais um segmento do comércio varejista será incluído na Nota Fiscal Paulista, sistema que permite o ressarcimento de parte do Imposto sobre Mercadorias e Serviços (ICMS): os materiais de construção. Apesar do Governo do Estado de São Paulo estar seguindo o cronograma da lei criada em agosto do ano passado (número 52.096), o sistema segue a passos lentos, principalmente pela falta de interesse da população. “A população precisa ter uma postura mais ativa e pedir as notas fiscais”, afirma Cláudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Cnstrução.Para ter direito aos créditos, é preciso se cadastrar no site da Fazenda (www.fazenda.sp.gov.br) e depois exigir o registro do documento nas notas e cupons fiscais, sejam as de papel ou eletrônicas. O resto é feito pelo sistema informatizado da secretaria. O comerciante manda os dados, e o Estado devolve 30% do que foi pago de imposto para os clientes que se registraram. Os valores são proporcionais ao gasto no estabelecimento.
Os efeitos do PAC e dos recursos do FGTS
Segundo Cláudio Conz, presidente da Anamaco, os efeitos do PAC ainda não foram sentidos pelo setor, mas devem influenciar muito o seu desempenho no início de 2008. “O Programa de Aceleração do Crescimento deve impulsionar ainda mais o crescimento de toda a nossa cadeia produtiva”, afirma. De acordo com o presidente da Anamaco, apesar dos bons projetos do Governo Federal e de todas as medidas tomadas para incentivar a cadeia produtiva da Construção, esse passo ainda é muito pequeno frente a um déficit habitacional de 7 milhões 223 mil moradias, das quais 6 milhões e 55 mil estão entre as famílias com renda de até 3 salários mínimos, segundo dados do IBGE.“O déficit habitacional pode duplicar se levarmos em conta a qualidade dessas moradias. No Nordeste, dos imóveis próprios quitados, 75,1% são inadequados. Essa taxa chega a 65,7% no Sudeste. O Brasil possui mais de 7 milhões de moradias sem banheiro”, comenta Conz. “Sabemos que será um trabalho de formiguinha, mas o Governo está muito disposto a atuar em parceria com o setor empresarial. Além disso, da nossa parte, vamos continuar trabalhando a redução do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) incidente sobre os materiais de construção nos Estados e desenvolver uma série de ações visando desburocratizar ainda mais o nosso setor, principalmente no tocante aos financiamentos, que já tiveram grande avanço, mas ainda longe do ideal”, completa.O presidente da Anamaco também afirma que o ‘calcanhar de Aquiles’ do segmento é a qualificação profissional. “Segundo o Instituto Data Popular, mais de 5,5 milhões de trabalhadores estão empregados no setor da Construção. É uma mão-de-obra que pode ter uma oportunidade de requalificação, o que terá impacto direto na renda dessas pessoas e na diminuição do risco de acidentes de trabalho no nosso setor”, finaliza.
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