Os efeitos do PAC e dos recursos do FGTS

Segundo Cláudio Conz, presidente da Anamaco, os efeitos do PAC ainda não foram sentidos pelo setor, mas devem influenciar muito o seu desempenho no início de 2008. “O Programa de Aceleração do Crescimento deve impulsionar ainda mais o crescimento de toda a nossa cadeia produtiva”, afirma. De acordo com o presidente da Anamaco, apesar dos bons projetos do Governo Federal e de todas as medidas tomadas para incentivar a cadeia produtiva da Construção, esse passo ainda é muito pequeno frente a um déficit habitacional de 7 milhões 223 mil moradias, das quais 6 milhões e 55 mil estão entre as famílias com renda de até 3 salários mínimos, segundo dados do IBGE.“O déficit habitacional pode duplicar se levarmos em conta a qualidade dessas moradias. No Nordeste, dos imóveis próprios quitados, 75,1% são inadequados. Essa taxa chega a 65,7% no Sudeste. O Brasil possui mais de 7 milhões de moradias sem banheiro”, comenta Conz. “Sabemos que será um trabalho de formiguinha, mas o Governo está muito disposto a atuar em parceria com o setor empresarial. Além disso, da nossa parte, vamos continuar trabalhando a redução do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) incidente sobre os materiais de construção nos Estados e desenvolver uma série de ações visando desburocratizar ainda mais o nosso setor, principalmente no tocante aos financiamentos, que já tiveram grande avanço, mas ainda longe do ideal”, completa.O presidente da Anamaco também afirma que o ‘calcanhar de Aquiles’ do segmento é a qualificação profissional. “Segundo o Instituto Data Popular, mais de 5,5 milhões de trabalhadores estão empregados no setor da Construção. É uma mão-de-obra que pode ter uma oportunidade de requalificação, o que terá impacto direto na renda dessas pessoas e na diminuição do risco de acidentes de trabalho no nosso setor”, finaliza.

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