Ìndice Nacional de Custos da Construção tem alta
O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) teve alta de 0,99% em janeiro, avanço esse menos marcado do que o do último mês do ano passado, de 1,47%. Os dados foram divulgados há pouco pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em 12 meses, o indicador aumentou 8,49%.
Já o Índice Nacional de Custos da Construção Civil (INCC), que representa 10% do total, subiu 0,38% em janeiro, com abrandamento ante o 0,59% do mês antecedente. O indicador referente à mão-de-obra expandiu-se 0,13% depois de marcar 0,67% em dezembro de 2007. A desaceleração, segundo a FGV, foi conseqüência da redução do impacto do reajuste salarial na cidade de Belo Horizonte. Materiais caíram para 0,43% frente ao 0,47% anterior e Serviços subiram 1,47% ante o 0,75% do último mês do ano passado.
Cresce o número de empregos na construção
O número de empregos formais na cidade de São Paulo cresceu 35% em 2007, com a criação de 234.450 novos postos de trabalho. O setor que mais impulsionou o aumento deste número foi a construção civil, com um avanço de 159,30%. Os dados são do estudo Observatório do Trabalho, desenvolvido pela Fundação Seade em parceria com o Dieese, o Ministério do Trabalho e Emprego e a Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo.
Construir em 2008 está mais caro
Segundo donos de depósitos de todo país, o setor da construção civil começou o ano com alta nos preços das matérias-primas necessárias para o início das obras. Eles já vêm esperando o aumento de cerca de 10% nos preços da areia e da brita, além do aço, que já encareceu 9% no mês de janeiro. De acordo com especialistas, este aumento deve-se especialmente ao aumento dos encargos com transporte que, em 2007, não foi repassado ao consumidor. Além disso, as chuvas dificultam a extração de areia, o que torna estes produtos mais escassos no mercado.
Comércio de materiais registra alta em São Paulo
Segundo pesquisa da Fecomac (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), o varejo de material de construção de São Paulo registrou alta de 16% em 2007, em relação a 2006. Este número faz parte da PCCV (Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista). Ainda de acordo com o estudo, as empresas varejistas registraram alta de 4,4% em 2007, na comparação com o ano anterior. Entre os nove setores pesquisados, apenas dois tiveram queda no faturamento no acumulado do ano: Autopeças e Acessórios (-21,2%) e Supermercados (-1,5%).
Outros setores que registraram crescimento:Concessionárias de Veículos (14,3%), Móveis e Decorações (12,9%), Eletrodomésticos e Eletroeletrônicos (10,1%), Farmácias e Perfumarias (7,9%), Vestuário, Tecidos e Calçados (9,8%) e Lojas de Departamento (1,4%).
Déficit habitacional em Londrina é de 5 mil moradias
Londrina enfrenta hoje um déficit habitacional de cerca de 5 mil moradias para uma população que ganha até 6 salários mínimos/mês. Este é o número divulgado pelo presidente da Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld), Carlos Eduardo de Afonseca e Silva. Um documento da Cohab datado de 2005 e localizado no site da Prefeitura aponta que o déficit era de mais 10 mil casas para uma população que ganha até três salários mínimos/mês. O número é calculado pela quantidade de pessoas inscritas nos programas habitacionais do Município. Maringá, com uma população de quase 330 mil habitantes, enfrenta um déficit de 15 mil moradias, segundo o secretário municipal de Políticas Urbanas e Meio Ambiente, Jurandir Guatassara Boeira.
Indústria de materiais de construção cresce 15,47%
O faturamento da indústria de materiais de construção, segundo o índice de vendas da Abramat (Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção), apresentou crescimento de 15,47% em relação ao ano de 2006. O resultado em dezembro foi de 18,46% ante o mesmo período do ano passado.Em relação a novembro de 2007, o faturamento das vendas internas apresentou queda de 10,23%. A expansão das vendas no mercado interno, observado em dezembro e o acumulado do ano, tiveram contribuição maior do desempenho das vendas dos materiais de base do que dos materiais de acabamento. Para 2008, a previsão da entidade é de haja um crescimento de 12% em relação a 2007.
Construção Civil vai gerar 1 milhão de empregos em 2008
A CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) prevê que a taxa de investimento no setor deve ficar acima de 20% neste ano e que 1 milhão de empregos serão gerados, como resultado dos investimentos de R$ 18 bilhões previstos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), segundo o OGU (Orçamento Geral da União) para este ano.
De acordo com a CBIC, o mercado imobiliário viveu um momento de expansão sem precedentes em 2007.
A confirmação vem com os dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), que apontam o segmento como o grande destaque na geração de empregos formais em 2007. Segundo foi divulgado, o setor teve um saldo recorde de 176.755 empregos gerados, o que representou uma expansão de 13,08%. Isso representou mais do que o dobro dos índices alcançados pelo comércio (6,5%), indústria de transformação (6,1%), serviços (5,3%) e está acima da média de crescimento de vagas formais em todo o Brasil (5,85%).
São Paulo foi o Estado que registrou o maior número de contratações no ano passado, com 65.926 trabalhadores formais.
Construção ganha Câmara em Santa Catarina
A Federação das Indústrias de Santa Catarina oficializou na última sexta-feira (25) a criação da Câmara de Desenvolvimento da Indústria da Construção. A portaria que criou o órgão foi aprovada pela manhã na reunião de diretoria da Federação, e à tarde foi realizada a primeira reunião da nova câmara especializada da FIESC, presidida por Hélio Bairros, que também está à frente do Sindicato da Indústria da Construção Civil da Grande Florianópolis. Para o presidente da FIESC, Alcantaro Corrêa, o novo fórum fortalecerá o setor. “A Câmara conta com a estrutura do Sistema FIESC e este é um grande ganho para um segmento importante da economia”, disse.
O setor da construção responde por 4,7% do Produto Interno Bruto de Santa Catarina. O estado tem 5.430 empresas registradas e 49.907 trabalhadores atuando na construção civil, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho.
Cresce produção brasileira de aço
O Brasil produziu 33,784 milhões de toneladas de aço bruto no ano passado, um aumento de 9,3% sobre o volume produzido em 2006, de acordo com dados preliminares divulgados pelo Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) na última sexta-feira. Foi a maior produção da história da siderurgia brasileira. O recorde anterior era de 2004, quando o País produziu 32,9 milhões de toneladas de aço bruto.
A produção de produtos laminados cresceu 9,1% no ano, alcançando 25,578 milhões de toneladas. Já a produção de aço semi-acabado (placas, lingotes, barras e tarugos) teve retração de 1,2% em relação a 2006, chegando a 6,004 milhões de toneladas.
Lâmpadas fluorescentes ajudam a salvar o planeta
Um dos pontos de destaque das ações do setor da construção civil para a economia de energia tem sido a insistência na substituição de lâmpadas incandescentes por fluorescentes. A redução do consumo nesse campo tem impacto positivo sobre o meio ambiente, na medida em que são minimizadas – ou ao menos desaceleradas – as necessidades de geração de energia.
A Austrália pretende acabar com a venda de incandescentes até 2010 e proibir a comercialização de lâmpadas que não cumpram as metas de economia de energia. O Canadá deve banir a venda das lâmpadas tradicionais até 2012, como parte do plano de diminuir em 20% a emissão de gás do efeito estufa até 2020. Na Venezuela, o Governo substituiu 53 milhões de lâmpadas incandescentes por fluorescentes em mais de 95% dos domicílios. Já nos Estados Unidos, as ações acontecem isoladamente, em alguns Estados como a Califórnia, que trabalha para interromper a venda de incandescentes até 2012, além de Hawai e New Jersey, cujas legislações propõem substituir as lâmpadas tradicionais pelas fluorescentes em prédios públicos até 2010.
No Brasil, tramita no Congresso um Projeto de Lei proposto pelo deputado Arnon Bezerra (PTB/CE), de maio de 2007, que prevê a proibição da fabricação, importação e comercialização em todo o país de lâmpadas incandescentes a partir de 2010.
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